segunda-feira, 28 de maio de 2012

Campanha de Banco Alimentar excede Expetativas











Os Bancos Alimentares Contra a Fome recolheram este fim-de-semana um total de 2644 toneladas de géneros alimentares na campanha realizada em 1655 superfícies comerciais de todo o País.
As expetativas foram superadas tanto relativamente à quantidade de alimentos recolhida como ao número de voluntários que se deixaram envolver.

Em termos de quantidades, os resultados excederam em 13,7% os atingidos no ano passado por esta altura do ano, pese embora a evidente contração do rendimento disponível e do poder de compra dos portugueses. Já no tocante a voluntários, os cerca de 37 mil que responderam à chamada, constituiu um recorde absoluto, confirmando que esta iniciativa de voluntariado não tem, ao nível da dimensão, qualquer paralelo no nosso País.

Sob o lema “maior do que a crise que nos bate à porta, é a solidariedade dos portugueses”, esta campanha foi sem dúvida uma animadora surpresa. Isabel Jonet, Presidente da Federação dos Bancos Alimentares Contra a Fome, afirmou que “As quantidades de géneros recolhidos e o número extraordinário de voluntários envolvidos mostram que as pessoas responderam ao apelo e quiseram demonstrar que, apesar da profunda crise económica que afeta tantas famílias portuguesas, não se conformam com a situação e estão disponíveis para reagir e para ajudar a minorar as dificuldades. Os portugueses querem e podem, na medida das suas possibilidades e quando os projetos são claros e mobilizadores, contribuir de uma forma construtiva, coesa, cívica e solidária para a resolução dos problemas”.

Os géneros alimentares recolhidos serão distribuídos a partir da próxima semana a mais de 2.100 Instituições de Solidariedade Social, que os entregam a 337 mil pessoas com carências alimentares comprovadas, sob a forma de cabazes ou de refeições confecionadas.

Ao longo da próxima semana, até 3 de Junho, haverá ainda a possibilidade de contribuir para os Bancos Alimentares Contra a Fome online, no site www.alimentestaideia.net, a plataforma de recolha de alimentos na Internet. Prossegue também até 3 de Junho a Campanha “Ajuda Vale”, nas lojas Pingo Doce/Feira Nova, Dia/Minipreço, El Corte Inglês, Jumbo/Pão de Açúcar, Lidl e Modelo/Continente, onde serão disponibilizados, em suportes próprios, cupões-vale de produtos selecionados (azeite, óleo, leite, salsichas, atum e esparguete).

sábado, 26 de maio de 2012

Visão e Montepio procuram "Os Nossos Heróis"


Fonte: Revista Visão On-line
Em: 15 de Maio de 2012


Pessoas e empresas que sejam exemplos de solidariedade social vão ser homenageadas com o prémio "Os Nossos Heróis". Se conhece algum caso de cidadania que seja inspirador ou se gostava de ver o seu trabalho reconhecido, inscreva-se até 31 de julho.



A conferência Transformadores: Histórias de Gente Comum com Ideias Extraordinárias, realizada em parceria pela VISÃO Solidária e pelo Montepio, foi o ponto de partida para o novo desafio lançado aos cidadãos que se preocupam ou estão envolvidos em projetos de solidariedade social.
Coube a Francisco Pinto Balsemão anunciar a primeira edição do prémio "Os Nossos Heróis", que volta a juntar a VISÃO Solidária e o Montepio.
A iniciativa pretende distinguir pessoas e empresas que desempenham um papel ativo e importante ao nível da solidariedade social.
O principal objetivo é dar a conhecer cidadãos que desenvolvam projetos que fazem a diferença na comunidade onde estão inseridos, à semelhança dos oradores da conferência Transformadores, como a professora de ensino especial Celmira Macedo ou o assistente social José António Pinto (Chalana).
As empresas que assumem um papel relevante em matéria de responsabilidade social também vão ser distinguidas pelo seu trabalho.
O prémio "Os Nossos Heróis" é um desafio que nos vai ajudar a divulgar projetos e ideias de excelência social.
As candidaturas deverão ser enviadas para o email visao@impresa.pt, com o assunto "Os Nossos Heróis"; ou para a morada: Prémio "Os Nossos Heróis" Revista Visão. Rua Calvet de Magalhães, n.º 242 - 2770-022 Paço de Arcos.
Ajude-nos a encontrar "Os Nossos Heróis".


"Uma ONG por Distrito"


Fonte: Revista Visão On-line
Em: 17 de Maio de 2012
Por: Sónia Sapage

Uma empresa de transporte urgente de documentos e encomendas venceu Prémios Franchising 2012 na categoria de Responsabilidade Social


Há 18 anos que a MRW vinha desenvolvendo planos de ação social (neste momento tem 10 a funcionar ao mesmo tempo), mas só agora a empresa ibérica de transporte urgente de documentos e pequenas encomendas foi recompensada pelo seu empenho, com um prémio da revista Negócios & Franchising, que distingue anualmente as melhores práticas de responsabilidade social nas empresas franchisadas.
Foi o projeto Uma ONG por Distrito que valeu o "Óscar" à MRW. A ideia era dividir o montante do valor acumulado através de uma Bolsa de Incentivos, por 18 instituições sem fins lucrativos, uma por distrito. Os 27 mil euros angariados até ao final de 2011, começaram a ser entregues, por cheque, em fevereiro deste ano.
Durante todo o mês, a empresa de transportes urgentes deu a volta ao País para distribuir o total dos 27 mil euros. A viagem começou em Lisboa, na instituição Elo Social (na foto).
Jorge Reis, diretor comercial da MRW Portugal, sublinha a importância de receber o Prémio Franchising 2012: "Tem para nós um sabor muito especial, dando-nos ainda mais motivação por ver o nosso trabalho reconhecido e por ajudar a promover esta poderosa área empresarial para ajudar organizações mais carenciadas".


Solidariedade com "O Banqueiro dos Pobres"

Fonte: Jornal Expresso
Em: 12 de Março de 2011
Por: Alexandre Coutinho

No passado dia 2 de Março o Banco Central do Bangladesh demitiu Muhammad Yunus do seu lugar de director-geral do Grameen Bank, o banco de microcrédito que fundou há 18 anos, alegando o facto de ele ter ultrapassado o limite de idade da reforma em vigor, que é de 60 anos. A notícia levantou uma onda de protesto, sobretudo no estrangeiro, onde Muhammad YunusPrémio Nobel da Paz 2006, e a sua obra são por todos sobejamente conhecidos e reconhecidos.

No seu próprio país, Muhammad Yunus passou a ser visto como inimigo por grande parte da classe política (em particular os dois maiores partidos que se têm sucedido no poder) depois de denunciar publicamente a ganância desta pelo poder do dinheiro e a corrupção generalizada.
Alguns factos permitem enquadrar a escalada da primeira-ministra do Bangladesh, Sheikh Hasina, e do seu Governo contra o fundador do microcrédito, sobretudo, depois de ele ter anunciado a intenção de criar um partido político (ideia a que viria a desistir).
Primeiro, o Governo do Bangladesh veio acusar o Prof. Yunus de fraude fiscal e nomeou uma comissão para investigar "práticas menos legais" do Grameen Bank. Não houve provas destas práticas nem condenações até à data. A actual primeira-ministra chegou a catalogá-lo de "sanguessuga dos pobres" e a sua ministra dos Negócios Estrangeiros de "corrupto".
Em Dezembro último, uma reportagem de um canal de televisão norueguês acusou Yunus de ter "desviado" dinheiro da cooperação norueguesa (Norad) para fins que não o microcrédito, nomeadamente, uma joint-venture com a multinacional Danone, para a produção de produtos lácteos para os pobres. Os equívocos foram então esclarecidos e o governo da Noruega veio desmentir ter havido desvios desta natureza.
Finalmente e para além das razões (ou falta delas) burocráticas, o Banco Central do Bangladesh "despediu", com efeitos imediatos, Muhammad Yunus do seu cargo de director-geral do Banco que fundou em 1983. Curiosamente, o Prof. Yunus já completou 70 anos, mas só agora, o Banco Central do Bangladesh se apercebeu que ele tinha ultrapassado o limite de idade da reforma de 60 anos.
Tornou-se claro que se trata de uma campanha contra o bom nome do Prof. Muhammad Yunus e a instituição que criou em benefício dos mais pobres do seu país e cujo modelo foi replicado em todos os continentes com resultados nunca vistos na luta contra a pobreza e a marginalização económica dos mais frágeis da sociedade. O GrameenBank (banco da aldeia, em língua bangla) não é um banco comercial típico, já que é propriedade dos seus mais de 8 milhões de clientes pobres.
A situação criada pode ter consequências graves directas (e ainda imprevisíveis) sobre a vida e o futuro de 8.5 milhões de famílias pobres no Bangladesh e, indirectamente, sobre este largo movimento da sociedade civil mundial do microcrédito que Yunus inspirou e no qual se revê como símbolo da coragem, de lucidez, de determinação e carisma.
A notícia da exoneração de Muhammad Yunus correu mundo e depressa originou um amplo movimento de indignação contra o Governo do Bangladesh e de apoio ao Prof. Yunus, por parte de governos, personalidades de todos os quadrantes e latitudes, ONG e demais organizações da sociedade civil, entre as quais, a Associação Nacional de Direito ao Crédito (ANDC) que, na sua génese, se inspirou no trabalho e na personalidade do Prof. Muhammad Yunus, e que com ele "privou" antes e depois da sua constituição.
"A ANDC não pode deixar de manifestar a sua indignação pela forma como o Governo da Senhora Sheikh Hasina está a tratar uma das pessoas mais inventivas na luta contra a pobreza e pela dignificação dos mais fracos, não apenas no seu país mas no mundo inteiro. Convenhamos que há formas menos deselegantes e menos expeditas para tratar um Prémio Nobel da Paz e conhecido "Banqueiro dos Pobres", escreveu Mohamed Lemine Ould Ahmed, presidente da direcção da ANDC.

sábado, 5 de maio de 2012

Cinco Tendências em Responsabilidade Social Para 2012



Todos os anos, a MHC International, uma consultora internacional especializada em Responsabilidade Social Corporativa (RSC) e em Sustentabilidade, reúne um painel de especialistas que perspetiva as principais tendências nestas temáticas.
Para 2012, e pelo sexto ano consecutivo, o painel elegeu cinco grandes áreas, as quais devem ser levadas seriamente em conta pelas empresas. O OJE Mais Responsável resume as tendências identificadas. Segundo os especialistas, existem evidências claras de que a confiança nas marcas, empresas e setores no geral está em declínio. Todavia, esta queda poderá propiciar uma maior vantagem competitiva para as empresas que se preocupam em construir verdadeiras relações de confiança com os seus consumidores e demais stakeholders. Dando o exemplo de Steve Jobs, como prova de um líder carismático que ajudou a construir uma marca de confiança, os especialistas afirmam igualmente que as dez marcas que maiores índices de confiança têm nos EUA ilustram que esta é passível de ser atingida através de programas de RSC que estejam integrados em todo o negócio.
Existe, atualmente, um enorme ceticismo sobre a capacidade e vontade dos governos de abordarem, com seriedade, os principais desafios da sustentabilidade, como pode ser provado pelos protestos que temos vindo a assistir devido à crise na Zona Euro e por inquéritos de opinião que os acusam de não gerar empregos, crescimento e não colocarem um travão às alterações climáticas. Mais ainda, são poucas as ilusões no que respeita a uma mudança efetiva de comportamentos que, idealmente, poderia resultar do evento Rio+20 ou Cimeira da Terra 2012.
A extensão da crise financeira e dos seus impactos sociais deu origem a uma nova ênfase na responsabilidade financeira e governamental e a um debate crescente sobre o denominado capitalismo responsável ou sustentável. Apesar de o debate estar em curso, e de cobrir variadas temáticas, a necessidade de repensar os mercados financeiros e a ligação existente entre as remunerações dos executivos e a sua performance constituem os temas mais "quentes" da atualidade.
A questão do "reporting" tem sofrido também vários desenvolvimentos positivos: a norma ISO 2600; o crescente interesse relativo aos relatórios integrados: o desenvolvimento do GRI4 (a nova geração de orientações da Global Reporting Initiative) e a exigência da UE de um conceito mais alargado de RSC, a par de relatórios com maior ênfase social e ambiental na sua estratégia de RSC para o período 2011-2014. O número de empresas a divulgarem relatórios está a crescer significativamente: de acordo com uma pesquisa da KPMG, cerca de 95% das 250 maiores empresas mundiais divulgam a sua performance em sustentabilidade, face a 80% em 2008. Depois do papel de destaque que os meios de cominicação social tiveram nas revoltas populares, tanto na Primavera Árabe como nos países mais afetados da Zona Euro, o poder destes está igualmente patente no valor que imprimem em muitas empresas que estão a construir bons relacionamentos com os seus consumidores. A combinação de uma sociedade civil mais envolvida com o dinamismo dos média e com as críticas populares parece constituir uma das melhores formas para manter as empresas alerta e recetivas às tendências e exigências sociais em profunda mutação.


Fonte: Jornal Oje

quinta-feira, 12 de abril de 2012

A Força da Reputação no Valor de Mercado

Data da Publicação: 12 de Janeiro de 2012

Em: Comunicação & Crise

Por: Professor João José Forni


O preço das ações de uma empresa pode não ser tudo, mas para muitas organizações não há nada que possa vir em segundo lugar. Novas pesquisas mostram que a tomada de decisão, muitas vezes, não leva em conta ou subestima problemas ou eventuais ameaças à marca da organização, embora o impacto dessas ameaças possa repercutir na reputação e no valor de mercado.
Artigo do consultor de crises Tony Jaques, publicado no Blog
Crisis Management, traz informações recentes de pesquisas que mostram a importância de avaliar os riscos e ameaças à marca, especialmente durante as crises, com o objetivo de preservar o valor de mercado das organizações.
De acordo com Tony Jaques, pesquisa conduzida com mais de 1.100 executivos nos Estados Unidos, pela Consultoria Deloitte, revelou que apenas 24% das empresas medem e avaliam formalmente o valor da marca. Além disso, menos de 22% achavam que informação negativa sobre sua marca seria, possivelmente, apenas mostrada na media social como Twitter, Facebook ou You Tube. Ou seja, minimizavam o impacto que isso teria no valor de mercado.Ao mesmo tempo, um estudo recente reforçou o impacto da crise no valor de mercado e na reputação. Análise estatística de crises em corporações da África do Sul constatou que quanto maior a velocidade e o número de ações positivas tomadas nas duas semanas seguintes, após a crise, menos o valor das ações caíam. Também se constatou que quanto mais o valor das ações das empresas cresciam, seis meses após as crises, maior a percepção da reputação e da força da marca de sua corporação.
O consultor assegura também que “causa e efeito é muitas vezes difícil de constatar quando isso vem do valor das ações, mas o custo da má administração pode ser brutal. Por exemplo, o Google tem sido uma das mais valiosas marcas do mundo (colocado em quarto lugar no último
ranking Interbrand), e no começo de 2011 havia uma expectativa de que o novo CEO, Larry Page, explicaria, numa conferência aos analistas de mercado, por que a receita da empresa estava abaixo das previsões. Em vez disso, o CEO fez um discurso de menos de 400 palavras de um otimismo geral, e então encerrou o pronunciamento. Resultado, o Google perdeu US$ 15 bilhões de valor de mercado em Wall Street num único dia”.
Muitas outras grandes marcas de empresas têm sofrido terrível impacto de eventos do mundo real no mundo intangível do mercado de ações. Tony Jacques deu alguns exemplos de grandes corporações que viveram o pesadelo das bolsas.
Depois de problemas no lançamento do iPhone4, a Apple perdeu US$ 5.08 bilhões em valor de mercado num único dia;
Logo após explosão no poço de petróleo no Golfo do México, em abril de 2010, a British Petroleum perdeu US$ 18 bilhões num único dia. A perda de valor de mercado, logo a seguir, chegou a US$ 30 bilhões;
Depois de a Toyota anunciar um mega recall de carros, as ações da fabricante de veículos na Bolsa de Tóquio caíram US$ 30 bilhões nas quatro semanas seguintes;
O banco suíço UBS descobriu um desvio de US$ 2.3 bilhões, num escândalo no mercado de Londres, feito por um empregado, no último mês de setembro. As ações do Conglomerado caíram cerca de US$ 4 bilhões num dia e o presidente pediu demissão uma semana depois.
Como conclui o relatório da Deloitte, de acordo com o Consultor, ainda poucas empresas administram proativamente a ligação entre risco de reputação e estratégia da empresa, e este é um papel que deveria ser conduzido pelo executivo sênior de administração, e não delegado ao pessoal de relações públicas ou marketing. O preço das ações pode não ser tudo, mas os números brutos, tais como apresentados nesse estudo, são um pequeno mas severo e preocupante alerta de que a administração proativa do risco de prevenção de crise e proteção da reputação não é um custo – é um investimento no futuro.

terça-feira, 20 de março de 2012

Preço Justo Pesa na Reputação das Empresas

Preço justo pesa na reputação das empresas
Publicado em 2011-02-07
Por: Pedro Araújo
Em: Diário de Noticias

Que factores contribuem mais para a reputação de uma empresa? Em Portugal, os inquiridos pelo Barómetro de Confiança Edelman 2011 não hesitam em colocar o preço justo nas marcas em terceiro lugar (82%), a par com a responsabilidade social e depois da "política de verdade e transparência"(92%).
Carlos Brito, professor da EGP-University of Porto Business School, destaca o facto de a "liderança conceituada ou admirada"aparecer no fundo da escala dos factores que contribuem para a reputação de uma empresa (53%). "Já não há lideranças como no tempo da II Guerra Mundial", sublinha.
No estudo a nível internacional, que foi apresentado recentemente em Davos, a liderança é o penúltimo factor a pesar na reputação corporativa. Ao contrário do que se poderia supor, a capacidade de inovação nos produtos, serviços ou ideias é apenas o sétimo factor (77%), num total de dez, a contribuir para o bom-nome das marcas ou empresas.
Mas há um ponto importante a favor das empresas ou entidades: os seus técnicos (cientistas ou engenheiros) são considerados os porta-vozes mais credíveis aos olhos dos portugueses inquiridos, recolhendo 81% de "votos", suplantando os analistas financeiros da indústria (68%) e os administradores executivos (46%).
As grandes quebras de credibilidade, de 2010 para 2011, surgiram nos especialistas académicos, que perderam oito pontos percentuais, para 69%, e entre os representantes do Governo ou reguladores, que perderam cinco pontos, para 27%.